Resultado do Projeto dos bairros das disciplinas: Funcionamento Metodológico da História e Geografia dos estudantes normalistas do ICEIA - Instituto Central de Educação Isaías Alves, Luís Paulo de Sousa Pinto e Marcos Vinícius Seixas Lemos. 3 série do Ensino Normal, grupo 1.
Orientadoras: Márcia e Tânia Regina.


Escrito por Mata Escura às 17h43
[] [envie esta mensagem]



Inicialmente a Mata Atlântica de tão densa fazia das noites da antiga fazenda e dos terreiros oriundos de quilombos uma escuridão no meio do verde.

Em 1870, Flaviano Manoel Muniz e Maximiniano José da Encarnação arrendaram, de Dona Feliciana, 36 tarefas de terra, as quais foram repartidas e loteadas para novamente serem arrendadas por diversas famílias, compreendendo a área atual da Mata Escura.

No começo de 1900 foi iniciado um terreiro de candomblé pelo Sr. Bernardino Manoel da Paixão, o Inzo Manzo Bandukenké, cantado por Margareth Menezes na canção Toté de Maingá, sendo tombado posteriormente pelo IPHAN: o Terreiro Bate Folha.

Documentos revelam que somente em 1930 foi averiguado pelo governo que casebres haviam sido levantados na área, constatando-se que o bairro da Mata Escura é uma das primeiras áreas de expansão da capital.

Nesse mesmo período começaram a ser construídas as Represas do Prata e da Mata Escura, sub-bacias do Rio Camurujipe, voltada para abastecimento de água para a cidade, sendo projetadas pelo Engenheiro Teodoro Sampaio, na fase em que a industrialização baiana vivia sua fase inicial.

Em seguida vieram as estradas e por volta de 1950 foi construído o primeiro prédio do bairro: o da  Penitenciaria Lemos Brito. No inicio o transporte para o local dava-se por meio de Marinetes, que atualmente compõe o acervo do Museu da Penitenciaria.

 Aos poucos pessoas vindas do interior do estado, que não dispunham de muitos recursos começaram a ocupar a Mata Escura. “Lembro que fazíamos nossas festas com cantigas de roda, incluindo adereços que lembravam o bumba-meu-boi, além de danças que faziam o corpo feliz”, conta a dona de casa Raimunda Lima, que chegou no bairro ainda criança, em 1957. “Sou da época em que os presidiários da Lemos Brito, ainda vestiam aquelas roupas listradas, iguais às que a gente vê nos filmes”, afirma Faustina Santana, a dona Miúda.

Por falta de saneamento básico os moradores recorriam às fontes d’água e rios que cortavam toda região. “Buscávamos água na fonte para consumo durante o dia, aproveitávamos também para lavar roupas e pratos nos rios, como era criança achava tudo muito divertido, no caminho para casa comíamos as frutas que eram abundantes”, recorda Sandra Carla Pitanga, que vive no bairro desde seus 8 anos.

Logo deixou de ser preciso usar lampiões para iluminação, havia chegado na Mata Escura a energia elétrica. Apesar de não haver confirmação, alguns moradores antigos afirmam que o nome Mata Escura estaria ligado à floresta e à falta de luz, já que as pessoas viviam embrenhadas na mata. O crescimento desordenado agigantou a Mata Escura sem que nenhuma estrutura fosse criada para acompanha-lo, estimativas feita pela prefeitura em 1981 já apontavam 14.603 habitantes, com renda média de 2,2 salários mínimos e 2.720 domicílios. 

 



Escrito por Mata Escura às 17h35
[] [envie esta mensagem]



Algumas industrias foram construídas empregando a mão-de-obra local, eram desde de siderúrgicas à fábricas de brinquedos, formando as Granjas Rurais Presidente Vargas, área estritamente industrial.

As obras de urbanização mais importantes do bairro foram inauguradas em 1981, compreendendo pavimentação asfáltica, sistema de drenagem e rede de esgotos, além de passeios, meios-fios, iluminação, arborização e construção de um terminal de ônibus, este também servia inicialmente aos bairros de Castelo Branco e Pau da Lima.

O inchaço do bairro tornou-se evidente com a formação de inúmeras invasões à frente da Penitenciaria, na região sul que abriga a floresta remanescente de Mata Atlântica e nos demais limites da Mata Escura, assim, agravou-se a falta de infra-estrutura. 

Se antes abrigava somente a Penitenciaria Lemos Brito, ao longo do tempo a Mata Escura passou a abrigar o maior Complexo Penitenciário do Estado Bahia, onde estão cerca de 50% dos detidos de todo o Estado, por isso, foge à regra dos bairros populares mais comuns. Essa vizinhança não preocupa os moradores do bairro, a falta de estrutura é que realmente interfere no cotidiano dos ‘mataescurianos’.      

A construção dos Conjuntos Habitacionais Populares Dom Avelar Brandão Vilela, Jardim Santo Inácio, Jardim Pampulha, Santa Edwiges, Moradas do Sol, Recanto Verde, Metrô I, Metrô II, Águas Belas, Loteamento Imbassaí no entorno da área verde nos últimos 30 anos foi, pouco a pouco, devastando a reserva de mata atlântica e contaminando os mananciais hídricos.

No bairro algumas localidades receberam nomes que despertam curiosidade como o Ponto 13 localizado na Estrada da Mata Escura,  o Inferninho ao lado da Casa do Albergado e Regressos, a Babilônia na Rua São Miguel, o Bate Folha nas proximidades do Candomblé Bate Folha, a Rua dos Artistas na Rua São Mateus, o Beco do Neném no inicio da Rua 7 de Setembro, Beco do Limão nas proximidades do Terminal de Ônibus, Lagoa na Rua do Areal, Brejo no final da Travessa 10 de Dezembro, Pinga na área conhecida atualmente como Loteamento Imbassaí, Rua do Campo área no inicio da Nova Mata Escura, Nair Saback nas proximidades do casarão da senhora Nair, Fonte da Bica próximo da Reserva Florestal, Pedreiras nas proximidades do bairro Calabetão, dentre outros.

Depois de 135 anos de criação, a Mata Escura pode ser considerada uma pequena cidade dentro de Salvador com 70 mil moradores, segundo estimativas de 1997.  Estão sendo executadas inúmeras obras de ampliação e revitalização do bairro, a comunidade tem se organizado formando parcerias com organizações governamentais, não governamentais, universidades e entidades privadas, para melhorar sua qualidade de vida, preservar sua história e desenvolver uma recuperação sócio-ambiental, da Mata, na Mata para os de dentro e de fora da Mata Escura. 



Escrito por Mata Escura às 17h32
[] [envie esta mensagem]



O bairro da Mata Escura fica situado na zona oeste da cidade do Salvador, à margem direita da BR-324. Fica no miolo entre os bairros de Tancredo Neves, Calabetão, Pau da Lima, Sussuarana e Estrada das Barreiras.

       

Limites

Norte: Estação Pirajá, Granjas Rurais, Pirajá.

Sul:     Represa do Prata, Jardim Pampulha, Conjunto ACM.

Leste: Sussuarana e Complexo Penitenciário.

Oeste: Represa Mata Escura, Nova Mata Escura e BR–324.

 

População

Estimativa para 1997 apontou 70 mil habitantes.

 

Área

77 hectares.

 

Acessos

Pode-se chegar na Mata Escura pela BR-324, como por Sussuarana e pela Estrada das Barreiras. Recentemente foi inaugurado um novo acesso pela Avenida Gal Costa. Ao limite sul está o Horto Florestal, área federal de preservação ambiental controlada pelo Ibama. Ninguém tem acesso ao bairro por essa região, a entrada só é permitida através da Estrada das Barreiras. Um Projeto elaborado pela UFBA e ACOPAMEC prevê a construção de uma avenida de vale na Mata Escura.

 

Transporte

Durante muitos anos os moradores da Mata Escura precisavam andar até o bairro do Retiro para seguir de transporte coletivo ao

Centro. A primeira linha regular veio anos depois com o itinerário: Mata Escura x Terminal da França, via São Caetano, o veículo era um bagageiro.

Lentamente foram sendo instaladas novas linhas e o acesso pôde ser feito também pelo bairro do Cabula, o terminal de Ônibus sofreu alguma modificações, seno instalado no seu local atual em 1981, atendendo os bairros de Castelo Branco e Pau da Lima, uma linha regular também entrava no bairro da Engomadeira.

Atualmente o transporte coletivo não vem suprindo a demanda de passageiros, assim é preciso reordenar os itinerários e aumentar a frota de ônibus. Se o projeto do Metrô conseguir ser concluído, estima-se que na próxima década a Mata Escura conte com uma estação.



Escrito por Mata Escura às 17h22
[] [envie esta mensagem]



Rádio Baiana da Mata Escura - RBM

Criada pela Associação do Bairro da Mata Escura, tem por finalidade informar os moradores a respeito dos assuntos locais e trazer um pouco de entretenimento e diversão ao dia-a-dia do morador. Atende também os interesses dos bairros adjacentes. É  um dos principais meios de divulgação do comércio local.

Freqüência: FM 101.7 MHz.

                    

Gincana da Mata Escura

Anualmente a tradicional competição do bairro envolve toda comunidade, durante o dia tarefas e competições são delegadas para as equipes que geralmente são compostas por pessoas da mesma localidade (Final de linha, Ponto 13, Rua dos Artistas). A noite acontece um show com diversas bandas.

 

Final de Linha

É o principal ponto de encontro dos jovens da Mata Escura, todos os finais de semana acontecem muitas festas nos diversos bares, a principal delas é a do Bar do Reggae.

 

Pedreiras.

Fica na área oeste do bairro de onde se pode ver a BR – 324 e os bairros do Calabetão e Jardim Santo Inácio. A vista da área superior é de amedrontar. Na parte inferior a beleza é imensa, onde se pode notar a vegetação embrenhada nas rochas imensas.

 

Complexo Penitenciário do Estado

O primeiro prédio do bairro foi também o primeiro presídio do Complexo Penitenciário, a Penitenciária Lemos Brito, fundada nos anos 50. Desde então inúmeras entidades penais vem sendo instaladas no bairro, sendo que algumas estão sendo ampliadas, como o IV Anexo do Presídio Salvador.

O guia de órgãos da justiça aponta algumas dessas instituições mantidas pela Secretaria da Justiça e Direitos Humanos, são elas:

 

*      COP – Centro de Observação Penal.

*      CMP – Central Médica Penitenciária.

*      PS – Presídio Salvador.

*      PF – Penitenciária Feminina.

*      CAE – Casa do Albergado e Egresso.

*      EPEL – Escola Professor Estácio de Lima.

 



Escrito por Mata Escura às 17h21
[] [envie esta mensagem]



O presidente da Associação Beneficente e Cultural do Bairro da Mata Escura, José Carlos Cintra, diz que o principal ponto positivo no bairro é o morador. Ao longo dos seus 135 anos a Mata Escura mostrou ser não somente uma densa floresta habitada, mas um local que tem atrativos, apesar dos problemas que enfrenta.

        O bairro abriga Hortos Florestais, Represas, Rádio, Centro Comunitário de Capacitação e outras instituições que ajudam na melhoria da qualidade de vida do morador.

       

        Centro de Reabilitação de Animais Silvestres - IBAMA

Com seus sete hectares de extensão o centro abriga mais de uma centena de animais de 25 espécies, entre raposas, macacos-pregos, araras e uma suçuarana em trabalho de recuperação e readaptação ao meio selvagem.

 

Horto do Ministério da Agricultura

O horto é uma das ultimas reservas naturais da Cidade do Salvador, concentrando a maior densidade de vegetação nativa remanescente de Mata Atlântica da região.

 

Terreiro Bate Folha

O terreiro oriundo de quilombo foi fundado por volta de 1900. A área, tombada pelo IPHAN é responsável pelo fornecimento de grande parte das folhas e raízes usadas hoje pelos cultos afros em Salvador. O terreiro é cantado por Margareth Menezes na musica Toté de Maiangá.

 

Represa da Mata Escura

Construída no início do século XX, a represa foi projetada pelo Engenheiro Teodoro Sampaio, abastecendo a região por muito tempo. Por via dos esgotos urbanos a represa tem sido assoreada e poluída.

 

Represa do Prata

Tendo por mananciais hídricos as sub-bacias do Rio Camurujipe a

represa foi uma das primeiras a fornecer água potável à cidade. Também foi projetada pelo Engenheiro Teodoro Sampaio. Atualmente tem sofrido com a poluição, porém projetos tem buscado sua revitalização.



Escrito por Mata Escura às 17h18
[] [envie esta mensagem]



ACOPAMEC – Associação das Comunidades Paroquianas de Mata Escura e Calabetão.

Foi fundada em 29 de outubro de 1990, ano em que o Papa João Paulo II recebeu o prêmio Artesão da Paz e doou o dinheiro da premiação, uma vultuosa quantia de US$ 300 mil à associação, a fim de ajudar a comunidade. Em 1994 a ACOPAMEC fundou o Centro João Paulo II. A estrutura compreende um prédio de seis andares , onde funciona a Escola Santa Edwirges, além de um abrigo que acolhe adolescentes de 12 à 18 anos, três creches e duas escolas comunitárias. O Centro disponibiliza capacitação profissional com 12 cursos: artesanato, estética, cabeleireiro, informática, mecânica automotiva, eletricidade predial, corte e costura, assistente de consultório odontológico, panificação, reciclarte, mosaico e manutenção de micro. Atendendo jovens de 15 a 21 anos.

 

Sociedade Recreativa e Cultural do bairro da Mata Escura.

Fundada em 1968 a sociedade é uma das mais antigas do bairro, atualmente tem movido à causa judicial comunitária do Uso Capião, que visa garantir a posse da terra aos proprietários por meio de escrituras. Outros projetos disponibilizados pela sociedade são: Agenda 21 – Preservação Ambiental e o Grupo de Escoteiros – Força Humanista de Elite. A sede é disponibilizada sem ônus para os associados para eventos em geral.

 

AMME – Associação dos moradores da nova Mata Escura.

Atende os moradores da Nova Mata Escura, Bate-Folha e adjacências.

 

ABCRCME – Associação Beneficente Cultural Social e Recreativa da Comunidade da Mata Escura.

Tem ótima atuação no bairro, além de viabilizar cursos e parcerias para a comunidade é a entidade mantenedora da Radio Baiana da Mata Escura.

 

COMME – Conselho de Moradores da Mata Escura.

O conselho viabiliza a participação de segmentos da comunidade na formulação de Políticas sociais.

 



Escrito por Mata Escura às 17h15
[] [envie esta mensagem]



O bairro conta com um bom número de escolas públicas e comunitárias, que vão desde creches à colégios de ensino médio.

 

Ensino Fundamental

 

*      Escola Municipal São Miguel. *      Escola Municipal Maria Constância.*      Escola Municipal Criança Feliz *      Escola Estadual Márcia Meccia *      Escola Estadual Santa Edwirges *      Escola Estadual Célia Mata Pires *      Escola Professor Estácio de Lima

 

        Ensino Médio

 

*      Colégio Estadual 29 de Março *      Colégio Estadual Dorival Passos

 

        Há ainda as três creches e duas escolas comunitárias mantidas pela Associação ACOPAMEC, atendendo 2,8 mil jovens. A Escola Estadual Márcia Meccia foi apontada pela Unesco como ‘Escola Inovadora’ do estado da Bahia, desde 2001 desenvolve-se nesta escola o ‘Programa Abrindo Espaços’, que consiste na abertura do espaço escolar nos finais de semana para atividades de cultura, esporte e lazer. O projeto rendeu uma matéria jornalística do ‘Programa Fantástico’ da Rede Globo.

        A Escola Professor Estácio de Lima atende filhos de reclusos do Complexo Penitenciário, através da oferta de ensino (pré-escolar), da alimentação, do lazer, da assistência odontológica e pedagógica, minorando o grau de marginalidade exposto à criança.

 



Escrito por Mata Escura às 17h13
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]


 


Histórico
24/07/2005 a 30/07/2005


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
velhoPOETAnovo